Para tentar esquecer a tragédia, nem que seja por alguns segundos
Gente,
estou postando esse texto abaixo como uma forma de desanuviar o ambiente. O clima na China está pesado. Novos tremores e pânico. Fugi para Seoul em busca de paz. Meus amigos chineses estão arrasados. Não é para menos. Como já disse, falar de um chinês é falar de todos. Isso na dor, no orgulho, na alegria. Tomara que as coisas se ajeitem em breve para que o povo possa reconstruir suas vidas.
O que você lê abaixo foi escrito há muito tempo, mas não foi postado.
Sabe aquela história da cegonha ou do Papai Noel? Tu acreditas numa coisa a vida toda, até que algum filho da mãe te sacaneia e te mostra que tu eras, na verdade, um tabacudo (eeeeeeh arrasei no pernambucanês). Pois, pronto (eeeeeeeee, essa vem de Recife). Eu achando que brasileiro era o mala dos malas, eis que me deparo com os carinhas de sono (como diz meu amigo Cássio).
Nesse último dos posts made in Wuhan, vou fazer um resumo das coisas mais malandras que vi, ouvi e li:
-) Rapaz, a galera descolou uma forma massa de ganhar dinheiro aqui. O povo coloca um anúncio no jornal com ofertas de emprego num hotel. Antes, fazem uma reserva no tal hotel e anunciam o referido quarto como o local da entrevista. Os trouxas vêem e encontram o suposto coordenador de RH, que mostra o hotel e tudo. No final, a galera diz que o cara foi aprovado, mas pede para que ele pague uma taxa para uniforme e emissão de alguns documentos. Pronto! Até que o hotel descubra e que os “empregados”
saibam que foram enganados, a galera já virou fumaça e sumiu.
-) Outra: o carinha ligou para o hotel, reservou um quarto e pediu um carro para ir buscá-lo no aeroporto. No meio do caminho, pediu ao motorista que parasse em um shopping para buscar a esposa e a filha. Antes de deixar a limusine, pediu o celular do motorista. Passaram-se alguns minutos, o “hóspede” ligou para o motorista pedindo dinheiro emprestado, pois havia perdido o cartão. O motorista não tinha grana. Ainda bem. Porque o cara evaporou. Era só um jeito criativo de pegar mais um trouxa.
-) Essa aqui é uma maletice light. O hóspede reclama (epa, esse hóspede aqui é ocidental, ok?), reclama, reclama. Muitas vezes coberto de razão. O que a galera faz? Bate uma foto do coitado e publica na revista mensal com a legenda: “Nosso hóspede e grande amigo”. Uma forma de deixar o cara envergonhado por reclamar. Pô, eu posso até ser inocente. Pode ser até uma técnica de marketing que não conheço. Mas, acho sacanagem pura. Brasileiros não precisa aprender isso, não. Só não sejam uma anta nos negócios. Porque os carinhas de sono têm os olhos beeeeem abertos. E definitivamente estão mais adiantados que nós.
Add comment Maio 17, 2008 anaadd
O meu primeiro terremoto
Rapaz, não to dizendo que na China o olho grande é grande mesmo… seja de gringo ou de chinês. Falando com a autoridade de quem já foi vítima da ira de uma cabeçuda de olho puxado, esse terremoto foi olho grande de francês, americano, italiano, japonês (claro!) e todo mundo que está desesperado com o visto aqui. Além dos tibetanos. Se bem que budista é tudo zen, né?
Minha gente, vê que ironia, justamente quando um monte de gente está babando de raiva da China, vem esse terremoto. Em Mianmar, a leitura que as pessoas fazem da última catástrofe na semana passada é exatamente essa. Plebiscito “democrático”, armação por baixo do pano, Deus mandou a terra ser varrida por água e vento.
Bem, esse foi meu primeiro terremoto. Gente, dá uma sensação de que você vai desmaiar. Como eu estava sem tomar café-da-manhã e não havia almoçado (já passava das 14h), pensei: “´É agora que eu empacoto”. Estava ao telefone com meu pai, quando vi o pânico das pessoas correndo escada abaixo. Não caiu minha ficha. Peguei o elevador, de bolsa a tira colo, sem maiores emoções.
De repente, um formigueiro humano na rua. Os pobres dos trabalhadores da obra ao lado, bichinhos, se els já não trabalham com muita segurança normalmente, no limiar para que o sindicato Marreta bata aqui, imagine num terremoto!!!
Eu estou bem. As coisas em Beijing e Shanghai não foram graves como a imprensa está pintando. Esse bando de liso estão querendo economizar dinheiro para ir a Sichuan,´lá o bicho pegou mesmo, e estão tocando o terror que aqui não existiu.
1 comment Maio 14, 2008 anaadd
Chinês sabe dizer gostosa, corno e fdp!
Add comment Maio 5, 2008 anaadd
novo pôr-do-sol e outras coisitas mais
2 comments Maio 5, 2008 anaadd
Imaginem se os olhinhos puxados fizessem sexo…
Add comment Março 16, 2008 anaadd
Nós somos apenas seres rebolantes? Ai que inveja dos carinhas de sono
1 comment Março 11, 2008 anaadd
*Sociedade
** Imigrantes serão a nova elite na Europa, prevê filósofo
*
De subclasse marginalizada, os imigrantes árabes, africanos, asiáticos
e
latino-americanos vão se transformar na nova elite de diversos países
europeus graças à internet. A previsão foi feita pelo filósofo e
escritor
sueco Alexander Bard, especialista em implicações sociológicas da
revolução
interativa da mídia, no painel Sustentabilidade e Cidade-Rede, no
último dia
da Conferência Mundial sobre o Desenvolvimento de Cidades, hoje, em
Porto
Alegre.
“Os imigrantes estão conectados, falam cinco ou seis idiomas e seus
filhos
crescerão com esse poder”, observou Bard. “A subclasse será o sueco de
meia-idade, obeso, sem parceiro sexual e desempregado, que fica vendo
televisão e comendo batatas o dia todo”, comparou. “Esses são os
grandes
perdedores, seus empregos foram para a China”, completou outro sueco,
o
escritor Jan Söderqvist. Para Bard, a sociedade do futuro será aquela
que
priorizar a educação e a conectividade, como já fazem Israel,
Finlândia e
Coréia do Sul.
O economista espanhol David de Ugarte, sócio-fundador da Sociedade das
Índias Eletrônica, autor de diversos livros sobre a sociedade em rede,
afirmou que quanto mais distribuído o poder mais fortalecida estará a
sociedade, que, para isso, deve usar as facilidades oferecidas pela
internet
e pela telefonia móvel. “Uma empresa que toma decisões centralizadas
pode
ser levada a uma crise por um erro, uma comunidade que depende de um
líder
não é sustentável”, destacou. “O poder central é a fonte da
debilidade”.
*Fonte: Agência Estado*
*Endereço:*http://jc.uol.com.br/2008/02/16/not_161004.php
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1 comment Fevereiro 18, 2008 anaadd
Add comment Fevereiro 16, 2008 anaadd
Uma terra de ãos, sem direito a inhos
1 comment Janeiro 24, 2008 anaadd
Adoro chinesa com cara de nojo para Juliana Paes
Depois de um recesso de inspiração, tô enviando mais um e-mail com algumas das minhas presepadas fantásticas. Vou começar pelo mico dos micos. Minha primeira amiga estrangeira aqui se chama Desma, que veio da Indonésia com o marido americano, Jeremy. Casal superfofo que sempre me chamava para as farras. Ela sempre me impressionava falando um português perfeito.Quando eu perguntava como ela havia aprendido, dizia: “Tinha muitos amigos brasileiros na Indonésia”. Eu pensava: “Brasileiro é uma praga mesmo, se espalha por todo canto”
Add comment Janeiro 21, 2008 anaadd
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